O final do dia é meu momento preferido. Eu deito e antes de adormecer passa um filme em minha cabeça. O responsável pelo roteiro, produção e arte sou eu. Será que hoje eu escrevi uma obra cinematográfica ou um curta meia-boca?

O melhor de tudo é que, mesmo que hoje tenha dado muita coisa errada, amanhã é outro dia, no qual posso fazer novas escolhas e mudar o rumo dessa novela pra melhor. Eu me delicio com todos os sonhos que eu sou capaz de inventar e percebo que muitos estão ao meu alcance, perto ou longe.

O ápice é perceber que eu tenho muito mais do que eu gostaria. Mesmo quando eu ignoro tudo que eu já possuo de bom pra pedir sempre mais e mesmo quando sou tão dura comigo ao não aceitar os fracassos. De alguma forma, a vida continua sendo boa pra mim. Ela persiste e eu não posso mais desdenhar.

Agora eu já posso fechar os olhos e dormir tranquila, sabendo que eu não sou uma vítima do mundo e sim uma sortuda.

Escrito por Sarita Deoli

Baiana, advogada e estudante de Psicologia e Psicoterapia Holística. Criou o Trago o Sol em 2017 para conversar sobre as relações do ser humano consigo mesmo e com o mundo. Acredita no valor do autoconhecimento e do conhecimento em si. Tem mais esperança do que antigamente e insiste que não está aqui só de passagem.

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