Ontem eu conversava com minha amiga sobre felicidade. Ela me perguntou como era a sensação de estar feliz. Como eu sabia que estava feliz? Eu tentei explicar de modo falho, mas se resumia mais ou menos assim: você sabe que é feliz quando tudo tá dando errado na sua vida mas ainda assim você é capaz de sorrir e continuar.

Então ela me perguntou se ser feliz é sentir paz? E é sim, é também. Mas não é só isso, sabe? Você pode estar estressado com algo e ainda assim estar feliz.

Eu sempre li muito que ser grato e se conhecer eram caminhos essenciais para ser feliz. Não que eu não acreditasse, mas eu não sabia como simplesmente me tornar uma pessoa grata e de repente me conhecer da maneira certa. E, hoje, naturalmente, percebo a gratidão inerente em mim e o quanto eu tenho noção de quem eu sou verdadeiramente. Isso casa exatamente com os “pressupostos” da felicidade.

Veja, eu não fiz um curso sobre gratidão, nem especificamente voltado para o autoconhecimento, mas, de alguma forma, tudo que eu busquei me proporcionou esses valores imprescindíveis.

Voltando ao meu conceito falho, o que posso dizer é que nada na minha vida está do jeito que eu quero agora mas eu sinto essa satisfação e ideia de continuidade. Eu não vivo no automático esperando pela próxima etapa. Eu vivo cada dia da etapa. Eu sinto cada passo e me orgulho de cada um deles. Sinto insegurança mas ela não é permanente. Erro e me sinto mal mas não me puno como se eu fosse obrigada a ser perfeita.

No meu caso, desconstruir a ideia de perfeição me ajudou muito a chegar nesse patamar de plenitude. Afinal, eu não posso agradar a todos! O esforço que eu faço pra agradar um, tiro o agrado de outro. É um campo de guerra, sabe? Você puxa de um lado, vem alguém e puxa do outro – o tempo todo.

Então o jeito é agradar a si mesmo e deixar os outros se matando pra te puxar, enquanto você toma uma água de coco olhando diretamente pro mar. Quem quiser estar de verdade contigo, que sente ao seu lado e peça um gole.

Quando eu aprendi que eu deveria viver pra mim e quem quisesse que me acompanhasse, eu comecei a ter uma ideia do que é ser feliz. Ainda tenho muito a crescer e tenho sede disso, mas um belo foda-se às amarras sociais eu já consegui dar.

Escrito por Sarita Deoli

Baiana, advogada e estudante de Psicologia e Psicoterapia Holística. Criou o Trago o Sol em 2017 para conversar sobre as relações do ser humano consigo mesmo e com o mundo. Acredita no valor do autoconhecimento e do conhecimento em si. Tem mais esperança do que antigamente e insiste que não está aqui só de passagem.

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