A maioria das pessoas não escuta com a intenção de entender. Elas escutam com a intenção de responder.

Stephen Covey

Desde pequena aprendi que temos dois ouvidos e uma boca para ouvir mais e falar menos. Hoje, mais do que nunca, entendo o sentido desse ensinamento. Percebo ao meu redor uma enorme “surdez voluntária”, na qual as pessoas nem notam que estão realizando esse comportamento.

A ansiedade é a motivação das mais comuns para ensurdecer. A mente, emaranhada a tantos pensamentos e exigências, não consegue prestar atenção no que o outro fala. Muitas vezes, ao perceber que alguém vai falar, já se imagina qual é a informação e se responde de acordo com o que se pensou e não com o que se ouviu.

Em alguns momentos, queremos tanto falar algo, que não conseguimos ouvir ninguém até que falemos. E quantas informações valiosas perdemos pela ânsia de dizer algo trivial.

Também somos surdos quando nos preocupamos com as palavras para satisfazer a nossa vaidade. A necessidade de dar uma boa resposta é tão grande, que passamos horas e horas deixando de ouvir para elaborar algo significante para falar.

Nos preocupamos tanto em falar, falar… e perdemos a energia que poderíamos estar usando para escutar, aprender e evoluir. Afinal, o silêncio é necessário até para nos ouvir.

Achamos que estamos ganhando tempo quando trocamos o ouvir por pensar e falar. Mas na verdade estamos perdendo empatia, conhecimento, amor, caridade. Em consequência, deixamos de obter autoconhecimento, bem estar, companhia, maturidade, paciência…

Fazemos muita coisa no automático, imitando o comum, fazendo por fazer, e não refletimos sobre essas ações. Elas te satisfazem? Você cresce com elas? Que impacto você causa no outro? O seu egoísmo tem sido maior do que o seu amor pelas pessoas que você gosta?

Da próxima vez que alguém falar com você, faça o exercício de escutar inteiramente e, só então, pensar em responder. É para o outro e pra você.

Escrito por Sarita de Oliveira

Criadora do Trago o Sol, Advogada, Psicoterapeuta Holística e futura Psicóloga. É curiosa, gosta de estudar e escrever sobre o bem estar mental e social.

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