Dizem que estamos vivendo momentos sombrios. Me pergunto o que seria então o nosso passado. Quem estudou o mínimo de história sabe o quanto o mundo era mais aterrorizante que hoje. A violência era lei, não tinhámos avanço científico, não existia preocupação social ou ambiental, o pensamento crítico era escasso pois a prioridade era sobreviver.

Parece que temos uma parede de cada lado do nosso corpo, que nos impede de olhar pra trás e para as laterais. Vemos os fatos taxativamente, sem entender o contexto histórico e social daquilo. Dizemos opiniões prontas que não se baseiam em nenhum estudo ou análise e sim no nosso próprio ego.

Lamentamos, ó, como lamentamos. Sobre a safadeza dos políticos (mas não sobre a nossa safadeza), sobre as cegueiras religiosas (mas não sobre as nossas próprias cegueiras), sobre tudo estar dando errado (mas não procuramos investigar o porquê). Esquecemos que lamentar não tem nenhum resultado útil no objeto da lamentação.

Tudo que representa o caos serve de exemplo do planeta. Nada do que é bom é tão divulgado. A revolta, a miséria, a negatividade dão audiência, a nossa audiência. E aí pensamos que é só isso que tem no mundo, afinal, é só o que vemos, procuramos e atraímos.

Ninguém pensa e fala sobre o quanto somos melhores hoje, sobre como evoluímos quanto sociedade, sobre todas as curas, conquistas, realizações. Reclamam tanto das coisas negativas mas não param de reclamar (que é uma ação negativa).

O caos ambiental está nos mandando um alerta para melhorarmos e estamos melhorando. O caos político e econômico também está nos trazendo aprendizados, fazendo com que a população se interesse mais pelo tema, e mais cedo ou mais tarde vamos melhorar. O caos das relações líquidas também vem nos ensinar sobre o que realmente queremos nas relações sociais e estamos pensando a respeito.

Não somos perfeitos mas estamos evoluindo, cada dia mais enquanto povo. E pra isso, é necessário que o indivíduo melhore também. Então, por que em vez de queixar-se tanto, não direciona essa energia no seu autoconhecimento e autorresponsabilidade? Falamos tão mal da sociedade sem se dar conta que somos parte dela.

Não estamos em momentos sombrios, estamos cada vez melhores. Há altos e baixos, mas somos seres mais evoluídos, povos mais evoluídos. Isso é um fato incontestável. O que podemos fazer é continuar nesse caminho e eu te garanto que ele não envolve fazer terrorismo nem se lamentar e sim realizar ações positivas.

Escrito por Sarita de Oliveira

Criadora do Trago o Sol, Advogada, Psicoterapeuta Holística e futura Psicóloga. É curiosa, gosta de estudar e escrever sobre o bem estar mental e social.

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