Prefere ouvir?

Quando você ama uma pessoa sempre quer o melhor para ela. Você quer que ela sorria e seja feliz. Então você usa as ferramentas que tem para ajudar essa determinada pessoa a alcançar o máximo de sensações boas possíveis. E isso tudo é muito lindo, é amor.

O problema é quando você começa a determinar o que é bom para a outra pessoa baseando-se nas suas crenças e ideias de felicidade. Porque cada ser humano é individual e por mais que se pareça com o outro, nunca será igual.

Se você acha que o correto é se graduar, trabalhar e pagar contas, esse é o seu – e somente seu – estilo de vida, não significa que deva também ser o do seu parceiro, do seu filho ou do seu amigo. O que você acredita e como você vive pertence a você! Realizar cobranças para que o próximo faça o mesmo desgasta o relacionamento de uma maneira irreversível.

O passo mais avançado desse comportamento é a obsessão, que é quando você vigia cada passo da outra pessoa para atestar de que ela está cumprindo exatamente o que você espera. Qualquer falha ou erro cometido perante o modelo ideal de comportamento humano criado pela sua mente é motivo de confusão, decepção, frustração…

E o amor que era tão lindo, vira um inferno para o obcecado e para sua vítima. Não existe mais paz, só a ânsia do segundo fugir pra bem longe do primeiro. E aí, já não é mais amor, é posse, é ego, é vazio existencial.

Claramente uma pessoa dessa não está bem consigo mesma. Ela passa tanto tempo se preocupando com o amado, que esquece de cuidar de si. E se o outro também não estiver bem com ele mesmo, ficará preso a esse relacionamento doentio, enquanto um serve de peso morto para o outro.

Cuidem de si. Quem está bem perante a si mesmo não precisa controlar ninguém, tampouco precisa ser controlado. Se amem. O outro nunca irá preencher nenhum vazio dentro de ti. No máximo vai levantar seu ego, mas isso é temporário.

O amor é companhia natural, é sentimento espontâneo, é permanente, e, ainda assim, livre. Não existe troca de favores no amor, nem relação de poder e hierarquia.

Não controle, vigie ou suborne em nome do amor ou você irá transformá-lo em um martírio com sucesso.

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