Nível I: Moralidade pré-convencional (4 a 10 anos)

Estágio 1:

Orientação à punição e obediência. “O que vai acontecer comigo?” As crianças obedecem às regras para evitar punição. Ignoram os motivos de uma ação e se concentram em sua forma física (como o tamanho de uma mentira) ou em suas consequências (por exemplo, a quantidade de dano físico)

Estágio 2:

Finalidade instrumental e troca. “Você coça as minhas costas, eu coço as suas”. As crianças se sujeitam às regras por interesse pessoal e por consideração pelo que os outros podem fazer por elas. Ela vê uma ação em termos das necessidades humanas que a ação satisfaz e diferencia esse valor de sua forma física e de suas consequências.

Nível II: Moralidade convencional (10 a 13 anos ou mais)

Estágio 3:

Manter relações mútuas, aprovação dos outros, a regra de ouro. “Eu sou um bom menino (ou menina)?”. As crianças querem agradar e ajudar os outros, sabem julgar intenções e desenvolvem suas próprias ideias do que é uma pessoa boa. Avaliam uma ação de acordo com o motivo que há por trás dela ou segundo a pessoa que a pratica e também levam em consideração as circunstâncias.

Estágio 4:

Preocupação e consciência social. “E se todos fizessem o mesmo?” As pessoas preocupam-se em cumprir com seu dever, respeitar as autoridades e manter a ordem social. Consideram sempre errada a ação que, independente do motivo ou das circunstâncias, viola uma regra e prejudica os outros.

Nível III: Moralidade pós-convencional (início da adolescência ou só no início da vida adulta, ou nunca)

Estágio 5:

Moralidade do contrato, dos direitos individuais e da lei democraticamente aceita. As pessoas pensam em termos racionais, valorizando a vontade da maioria e o bem-estar da sociedade. Geralmente elas veem a obediência à lei como o melhor apoio para esses valores. Embora reconheçam que há momentos de conflito entre as necessidades humanas e a lei, acreditam que é melhor para a sociedade, no longo prazo, obedecer à lei.

Estágio 6:

Moralidade dos princípios éticos universais. As pessoas fazem aquilo que, como indivíduos, acham que é certo, independente de restrições legais ou da opinião dos outros. Agem de acordo com padrões internalizados, sabendo que condenariam a si próprios se não o fizessem.

Fonte: PAPALIA, D. E; FELDMAN, R. D. Desenvolvimento Humano.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: