Que temor ficar sozinho. Ninguém para sorrir com a gente, para compartilhar conquistas, para nos dar a mão na hora do aperto.

Você olha ao redor e está lotado de gente mas nenhuma dessas pessoas sabe quem é você.

Nenhum carinho, afago ou beijo.

A vida fica meio sem sentido. Qual a graça de viver tudo isso só? A gente já nasce necessariamente por outra pessoa, é contra a natureza humana viver isolado.

Mas solidão é uma fase. É improvável que ela dure por muito tempo. E se veio, aceite. Não é resignar, é admitir a existência dela e se submeter a esta etapa.

Não é o fim do mundo. É aprendizado necessário. E se você foi escolhido para vivê-la, é porque você precisa desse conhecimento.

Ficar sozinho pode ser magnífico se você não se desesperar. De repente, você começa a prestar atenção nos detalhes da natureza e dos ambientes em geral, na fisionomia e gesticulação das pessoas, nos cheiros, sons, etc.

O principal é que, além de todo o contexto a sua volta, você se olha. Olha de verdade, por dentro e por fora. Você começa a perceber os detalhes do seu corpo e o que cai bem nele. Observa como está sua alimentação e as causas das dores que você tem sentido. Se sente finalmente relaxado e com tempo para investir naquelas coisas que você sempre gostou. Não liga para a opinião dos outros, afinal não há ninguém para se importar. Descobre novos gostos, prioridades, estilo de vida ou apenas os tira do seu esconderijo interno.

E por que a solitude te traz isso? Porque você não tem com quem e com o que se importar. Seus pensamentos não estão voltados em agradar alguém, ajudar na resolução de problemas de outras pessoas, comparecer ao evento em que te esperam ou qualquer outra responsabilidade emocional.

É como se você ganhasse de brinde um momento só seu, em que você agrada somente a você mesmo e se cuida no mais amplo sentido da palavra.

Solidão não significa que você está em uma ilha deserta sem outros seres humanos. Mas que no meio de todas as pessoas que você convive, você ainda se sente sozinho.

Escrito por Sarita de Oliveira

Criadora do Trago o Sol, Advogada, Psicoterapeuta Holística e futura Psicóloga. É curiosa, gosta de estudar e escrever sobre o bem estar mental e social.

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